“Nossa, você ainda visita sites?”
“Pior: você ainda FAZ UM SITE?”
Recentemente um amigo meu – o João Pedro, do podcast Troca Fitas – falou que estava tendo dificuldades para ver o Pop Fantasma pelo Feedly, um agregador de RSS (pra quem nunca usou isso: você pode cadastrar seus sites preferidos e ser avisado das notícias assim que elas surgem). Fui dar uma olhada no Feedly, que nunca tinha usado na vida e, de fato, não dava pra ler o site por lá: ele simplesmente não reconhecia mais.
Pedi pro Armando Louder, webmaster do site, dar uma olhadinha. Ele viu qual era o problema, consertou rapidinho, e ficou tudo bem – agora você já pode cadastrar o Pop Fantasma no Feedly e ser informado / informada em tempo real de tudo que rola por aqui sem problemas. Pra mim foi um aprendizado porque nunca usei esse tipo de coisa e agora fico com o Feedly ligado o dia inteiro. Tipo: em pleno 2026 eu passei a usar uma tecnologia beeeem antiga (eu já era chamado de filhote de dinossauro em 2008 por não usar RSS).
Vá lá que esse lance do RSS me deu mais vontade ainda de visitar meus sites preferidos sem ficar precisando de uma rede social pra me avisar minuto a minuto de tudo que está acontecendo – vou lá, vejo o que saiu, e beleza, está tudo mais ou menos organizado na minha frente, e agregado de maneira mais organizada do que se eu ficasse batendo ponto no Instagram.
Não estou fazendo propaganda do Feedly, até porque com certeza tem agregadores bem melhores por aí. Mas ir direto ao local que você quer visitar na internet é um hábito de váááários anos atrás que eu prefiro manter – ainda mais numa época em que volta e meia me perguntam “poxa, sério que você acha legal ter um site? Nunca pensou em fazer só as redes sociais e colocar material lá?” (o Hostinger, que hospeda meu site, já me deu altos sustos, imagina o Instagram).
Enfim: sim, eu ainda visito sites e geralmente tenho mais surpresas visitando URLs do que lendo redes sociais. O material do Pop Fantasma é feito pensando em quem ainda tem esse hábito dinossáurico, muito embora eu me divirta bastante produzindo coisas pro Instagram. Ver como os sites de cultura pop vêm sendo pensado editorialmente é também uma baita escola pra qualquer jornalista – mais do que ficar só estudando as mais recentes variações de humor dos algoritmos.
Aliás, propagandear esse hábito é uma das coisas que movem até o conteúdo que eu faço no Instagram do Pop Fantasma – as mudanças que fiz no começo do ano no Instagram foram todas pensando nisso, já que a ideia é: foto com legenda bacana + textinho + link na bio.
“Ah, mas as pessoas não clicam no link da bio, melhor você colocar tudo logo no Instagram”, você pode dizer. Bom, se não fosse ilegal, talvez eu apontasse uma arma pras pessoas e falasse: “Clica na porra do link! Agora!!”. Como não quero conhecer o sistema carcerário brasileiro, faço o que posso.
Essas mudanças que fiz no começo do ano no conteúdo do site e das redes são o assunto da nova edição do Reuniões Comigo Mesmo, a coluna que faço no apoia.se/popfantasma, para assinantes – falei lá de tudo que envolveu os três primeiros meses de 2026, e me dei conta depois que nem falei tudo.
Tem seções que precisam ser atualizadas no site, o Pop Fantasma precisa de mais entrevistas (há planos), mas a audiência do site e do Instagram deu um digníssimo aumento nos últimos meses. Muito mais vai ser feito, tem temporada 2026 do Pop Fantasma Documento (podcast) vindo aí, tem planos pro YouTube (planos eternos que nunca saem do papel, mas vão sair agora), planos para invadir o mundo capitalista de vez. Pode não parecer, mas o Pop Fantasma é um empreendimento. Eu sou até CEO de MEI.
O conteúdo exclusivo do apoia.se/popfantasma tá disponível pra todo mundo pela assinatura de dez reais por mês. E… você sabe quando um programa de TV dá espaço para “uma palavrinha dos nossos patrocinadores?”. Pois bem: o apoia.se/popfantasma é o patrocinador do Pop Fantasma, e é por intermédio dele que quem lê o site ajuda nosso trabalho a ficar de pé sem cair, deitado sem cochilar. Se você curte o site, considere apoiar o trabalho!
***
Bora abrir aquela garrafa de champanhe e comemorar!
Um leitor MANDOU UMA CARTA (por e-mail) pro Pop Fantasma – eu disse há algumas edições da newsletter que adoraria ter uma seção de cartas do site aqui na newsletter (mande a sua para rschott2004@gmail.com).
O xará Ricardo Igreja, que aliás tem uma newsletter, me perguntou minha opinião sobre várias bandas / artistas. O Angine de Poitrine, que tá na lista dele, foi comentado aqui. Ele também perguntou sobre...
… Geese: resenhei o disco mais recente, acho que é uma banda boa, independentemente de qualquer hype ou maluquice sobre compra de bots, fazendinhas de fãs (tão falando isso por aí, vou abordar mais detalhadamente isso num texto do site). De certa forma, é uma banda que aguçou o gosto de muita gente por música esquisita e isso é legal.
… Brigitte Calls Me Baby: ainda não ouvi o disco novo, que tá na fila do site há um tempinho. O primeiro álbum é ótimo e não imita só Smiths: tem coisas ali que lembram até Depeche Mode.
… Wolf Alice: banda ótima, mas é uma daquelas bandas que estão vivendo uma eterna “fase promissora” que não anda (resenhei o disco novo aqui). Não são ainda mainstream global nem definiram o som de uma geração, mas já garantiram seu lugar nos grandes festivais.
… Sam Fender: resenhei o disco mais recente. Me parece uma espécie de Bruce Springsteen britânico da nova geração, ainda sem a mesma capilaridade e sem a mesma mobilização política. Tem coisas boas.
… a escalação do Coachella 2026: achei ótima, aliás o Coachella é um daqueles festivais que não tem escalação, tem elenco. Bem o contrário do Rock In Rio, que acha mais interessante vender ingresso do que apresentar uma escalação realmente boa. O Lollapalooza Brasil também tem esse esquema “elenco”. Sempre bom ver um festival que foca na música, não em bater a carteira do público.
Newsletter atrasada de novo, era pra ter saído ontem, fica a promessa de uma edição nova pra sexta… Obrigado pela leitura!
Ricardo Schott (editor do Pop Fantasma)





Antigamente tinha o Google Reader, mas a Google o desativou pq não era bom pra propaganda. Desde então uso o Feedly. Não vivo sem RSS e concordo muito que acessar os sites é muito melhor que depender de algoritmo de redes sociais.
Ricardo, acompanho teu blog pelo Feedly há um bom tempo e nunca tive problema de seguir por lá. Não entro no site pra ver o que rolou, vejo direto pelo Feedly e clico nas matérias por lá mesmo.
Uma coisa que você pode fazer no Instagram: linktree tem a opção de enviar uma DM com um link que você escolher se a pessoa comentar na sua postagem. Investiga que vai ver. Posso te mostrar o caminho das pedras, se quiser.